A LOCUÇÃO FEMININA NO RÁDIO CARIOCA - Por Fátima Regina Oliveira Cerqueira e Dirce Maria Drummond Xavier foi um Relatório Técnico submetido ao corpo docente da Escola de Comunicação – ECO - Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social, Habilitação em Radialismo. Orientador: Fernando Mansur - Rio de Janeiro - 2004
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Repórter
16 de fevereiro-Dia do Repórter
16 de fevereiro
Dia do Repórter
O repórter é uma das mais importantes pessoas que trabalham nos meios de comunicação. Ele pode exercer a função de locutor, enviado especial ou mensageiro. O repórter é a testemunha ocular de um acontecimento. Mediante sua atuação, podem ser vivenciadas as emoções do fato que está acontecendo. Ele busca a informação, colhe os dados, verifica as fontes, entrevista ou confronta as pessoas. Depois apura e organiza esses dados, para que se transformem em matéria viável.
O repórter que está no início de carreira, ou recém-formado, é chamado de "foca".
Os repórteres fotográficos e cinematográficos não redigem a notícia, mas fornecem as imagens documentais do fato. Seu trabalho, é necessário e importante, às vezes é premiado pela originalidade ou mesmo pela audácia da imagem gravada. Esses profissionais se complementam dentro da redação. Alguns coletam os dados e verificam as fontes, outros escrevem e revisam o texto final; os demais documentam os acontecimentos em imagens, sejam fotos ou vídeos. Tudo isso faz da profissão do jornalista-repórter um leque de oportunidades e especializações que abrigam todos os talentos.
Para ser repórter, é necessário ter o curso superior de jornalismo, dentro da área da Comunicação Social. As atividades dos repórteres e jornalistas, na verdade, se confundem e respeitam a mesma ética e os mesmos objetivos.
Datas comemorativas: cívicas e históricas
Fonte: www.paulinas.org.br
Dia do repórter - 16 fevereiro
16 DE FEVEREIRO
Ele fareja a informação, sempre em busca de uma boa reportagem. Para a tarefa, não mede esforços.
Com a pauta na mão, entrevista as fontes, pesquisa os dados e checa tudo o que pode servir na hora de redigir a matéria.
Já adivinhou de quem estamos falando? Não? Então vamos dar mais uma dica. No início de carreira, ele é chamado de "foca", que significa profissional inexperiente no cargo, novato, recém-saído da faculdade.
Aquele que se deslumbra com as primeiras tarefas que recebe; que deixa passar detalhes importantes.
Com o tempo ele vai largando aos pouquinhos a vida de "foca" para se aventurar na profissão com as próprias pernas.
Estamos falando do repórter, responsável pela elaboração das notícias que serão veiculadas em jornais, revistas ou em programas jornalísticos de rádio e televisão. Desde a fase de pesquisa até a redação.
Tem também o repórter que não redige as matérias, mas se encarrega de abastecer o veículo de comunicação com imagens do fato a ser noticiado.
É ele o repórter fotográfico, se trabalha em jornal impresso, e cinematográfico, caso atue em televisão.
E o repórter de internet, responsável por escrever para sites de conteúdo.
Para ser um repórter, é necessário primeiramente cursar a faculdade de Jornalismo. Depois, é pernas pra que te quero e bom trabalho.
Fonte: www.ibge.br
Dia do Repórter
16 DE FEVEREIRO
Quando Gutenberg inventou a imprensa há mais de 500 anos, por certo não imaginava o quanto revolucionaria o mundo. Com o advento dos tipos móveis, os livros começaram a sair da clausura dos mosteiros e passaram a ser impressos (daí o nome) em uma escala cada vez maior.
Ao longo dos anos, com o conhecimento se tornando acessível a um número maior de pessoas, começaram a surgir também outros formatos narrativos. Assim, os livros contariam as histórias, o passado. O jornal surge para relatar os acontecimentos mais recentes. O termo imprensa deixa de ser apenas a "máquina impressora" e passa a designar os meios de comunicação de massa.
Dentro deste contexto, a figura do repórter merece destaque. Personagem que surge com os jornais impressos, o repórter é o responsável por trazer aos leitores as últimas notícias. Hoje eles estão em todas as mídias, seja o jornal, a TV, o rádio, e até mesmo a Internet.
Na busca pela verdade, o repórter desempenha o trabalho de um verdadeiro investigador. Mas não basta descobrir a informação. É preciso saber contá-la através de uma linguagem clara, objetiva e acessível ao seu público.
Em seu livro Elementos do Jornalismo, Bill Kovach e Tom Rosenstiel (2003: 22-23) elaboraram uma lista com nove itens fundamentais para o exercício da profissão:
A primeira obrigação do jornalismo é a verdade.
Sua primeira lealdade é para com os cidadãos.
Sua essência é a disciplina da verificação.
Seus profissionais devem ser independentes dos acontecimentos e das pessoas sobre as que informam.
Deve servir como um vigilante independente do poder.
Deve outorgar um lugar de respeito às críticas públicas e ao compromisso.
Tem de se esforçar para transformar o importante em algo interessante e oportuno.
Deve acompanhar as notícias tanto de forma exaustiva como proporcionada.
Seus profissionais devem ter direito de exercer o que lhes diz a consciência.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br
História do Rádio
O Rádio: Definição e Características: O rádio é um veículo de comunicação, baseado na difusão de informações sonoras, por meio de ondas eletromagnéticas, em diversas freqüências. Ele pode ser caracterizado como um meio essencialmente auditivo, formado pela combinação do binômio: voz (locução) e música.
O rádio entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.
Como todo meio de massa, a comunicação pode ser caracterizada como pública, transitória e rápida. Ela é pública, porque, na medida em que as mensagens não são endereçadas a ninguém em particular, seu conteúdo esta aberto ao critério público. Rápida porque as mensagens são endereçadas para atingir grande audiência em tempo relativamente curto, ou mesmo simultaneamente. Transitória, pois a intenção é de que sejam consumidas imediatamente, não se destinando a registros permanentes, naturalmente há exceções, como filmotecas, gravações etc.
O início
Tudo começou com Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética, assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade (300.000 Km/s). Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separada entre si e ligando-se o filamento ao negativo e uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário. Grande contribuição também foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de “Ondas de Rádio”. Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell, Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam também chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de “Ondas Hertzianas”, usando-se também o “Hertz” como unidade de freqüência.
As primeiras transmissões radiofônicas
Mais tarde em 1893 o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha Brasileira realizou, em 1 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban. Todavia, o primeiro mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o “descobridor do rádio”. Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de 2 quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente no ano de 1900. Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o primeiro mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens e suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).
1922 – Em caráter experimental foi realizada pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro a primeira transmissão oficial de radiodifusão na praia Vermelha no Rio de Janeiro, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, para isso, foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento.
1923 – No dia 20 de abril, é fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje denominada Rádio MEC, criada para atuar sem fins comerciais.
1924 – É regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, compreendidas entre 550 à 1550 KHz.
1931 – São vendidos os primeiros receptores com o nome das estações no dial.
No mesmo ano foi inaugurada as rádios: Record e América de São Paulo.
1933 – Nasce a Sociedade Rádio Educadora de Campinas, que desde 2002 passou-se a denominar Rádio Bandeirantes AM, com isso a programação abre espaço para o jornalismo.
1936 – É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela se tornaria um marco na história do rádio com seus programas de auditório, suas comédias e rádio novelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação gravada e dias depois transmitidas em outras cidades brasileiras.
1937 – Em 6 de maio é inaugurada em São Paulo a Rádio Bandeirantes, a primeira emissora a divulgar notícias durante toda a programação.
1938 – Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde passa a ser a rádio AM mais popular do país.
1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro rádio jornal brasileiro, também entra no ar a primeira novela radiofônica do país: Em busca da felicidade.
1946 – O rádio ganha maior agilidade com o surgimento dos gravadores de fita magnética.
Também os retificadores de selênio começam a substituir as válvulas retificadoras material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.
1955 – Primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, extinta no final de dezembro/2000.
1967 – É criado o Ministério das Comunicações no dia 25 de fevereiro.
1990 – A rede Bandeirantes de rádio se torna a primeira emissora no Brasil a transmitir via satélite com 70 emissoras FM e 60 em AM, em mais de 80 regiões do país.
1991 – O sistema Globo de rádio inaugura a CBN (Central Brasileira de Notícias), emissora especializada em jornalismo, que a partir de 1996 inicia suas transmissões simultâneas em FM.
1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial “A voz do Brasil”.
O rádio entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.
Como todo meio de massa, a comunicação pode ser caracterizada como pública, transitória e rápida. Ela é pública, porque, na medida em que as mensagens não são endereçadas a ninguém em particular, seu conteúdo esta aberto ao critério público. Rápida porque as mensagens são endereçadas para atingir grande audiência em tempo relativamente curto, ou mesmo simultaneamente. Transitória, pois a intenção é de que sejam consumidas imediatamente, não se destinando a registros permanentes, naturalmente há exceções, como filmotecas, gravações etc.
O início
Tudo começou com Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética, assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade (300.000 Km/s). Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separada entre si e ligando-se o filamento ao negativo e uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário. Grande contribuição também foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de “Ondas de Rádio”. Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell, Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam também chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de “Ondas Hertzianas”, usando-se também o “Hertz” como unidade de freqüência.
As primeiras transmissões radiofônicas
Mais tarde em 1893 o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha Brasileira realizou, em 1 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban. Todavia, o primeiro mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o “descobridor do rádio”. Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de 2 quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente no ano de 1900. Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o primeiro mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens e suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).
Cronograma do rádio no Brasil: Em nosso cronograma você ficará por dentro dos principais acontecimentos que movimentaram a história do rádio no Brasil, desde o início, e as novas perspectivas sobre a vinda da tecnologia digital.
1922 – Em caráter experimental foi realizada pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro a primeira transmissão oficial de radiodifusão na praia Vermelha no Rio de Janeiro, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, para isso, foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento.
1923 – No dia 20 de abril, é fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje denominada Rádio MEC, criada para atuar sem fins comerciais.
1924 – É regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, compreendidas entre 550 à 1550 KHz.
1931 – São vendidos os primeiros receptores com o nome das estações no dial.
No mesmo ano foi inaugurada as rádios: Record e América de São Paulo.
1933 – Nasce a Sociedade Rádio Educadora de Campinas, que desde 2002 passou-se a denominar Rádio Bandeirantes AM, com isso a programação abre espaço para o jornalismo.
1936 – É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela se tornaria um marco na história do rádio com seus programas de auditório, suas comédias e rádio novelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação gravada e dias depois transmitidas em outras cidades brasileiras.
1937 – Em 6 de maio é inaugurada em São Paulo a Rádio Bandeirantes, a primeira emissora a divulgar notícias durante toda a programação.
1938 – Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde passa a ser a rádio AM mais popular do país.
1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro rádio jornal brasileiro, também entra no ar a primeira novela radiofônica do país: Em busca da felicidade.
1946 – O rádio ganha maior agilidade com o surgimento dos gravadores de fita magnética.
Também os retificadores de selênio começam a substituir as válvulas retificadoras material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.
1955 – Primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, extinta no final de dezembro/2000.
1967 – É criado o Ministério das Comunicações no dia 25 de fevereiro.
1990 – A rede Bandeirantes de rádio se torna a primeira emissora no Brasil a transmitir via satélite com 70 emissoras FM e 60 em AM, em mais de 80 regiões do país.
1991 – O sistema Globo de rádio inaugura a CBN (Central Brasileira de Notícias), emissora especializada em jornalismo, que a partir de 1996 inicia suas transmissões simultâneas em FM.
1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial “A voz do Brasil”.
2005 – Comemorando os 84 anos do rádio no Brasil, inicia-se no país em 26 de setembro as primeiras transmissões de rádio no sistema digital, tecnologia que está apenas “aterrissando” no Brasil.
RESPIRAÇÃO E LOCUÇÃO
Material de
Radiojornalismo I – Curso de Comunicação Social – Jornalismo
Unifra 2006 - Jornalista e Professor Gilson Piber
RESPIRAÇÃO E LOCUÇÃO
Observe a sua respiração. O que se mexe mais quando você
respira: o peito ou a barriga? Se é a barriga, ótimo! Quer dizer que você está
respirando fundo, levando ar novo a todos os minúsculos alvéolos que formam o
tecido dos seus pulmões e retirando deles o gás carbônico que precisa ser
eliminado.
Mas se é o peito que se mexe, você está respirando só com a
parte de cima dos pulmões. A parte de baixo fica lá, estagnada, cheia de ar
velho e de resíduos, prontinha para adoecer.
Além disso, é lógico que só entra a metade do oxigênio que
deveria entrar. Isso obriga você a respirar em dobro para compensar.
E precisa de oxigênio? Ora, para misturar com carboidratos
da comida, por exemplo, e fornecer combustível para as células. Carboidrato
sozinho não funciona, oxigênio também não. Mas com uma grande diferença. A
falta de 5% de oxigênio no corpo dá enjôo e tontura, a falta de l0% pode fazer
você desmaiar e a falta de 30%, mata. O faquir fica 100 dias sem comer, sem
respirar ele não fica.
RESPIRAR É AINDA MAIS
IMPORTANTE QUE COMER.
Tanto é assim que respiramos sem querer. Tente parar para
ver como é difícil – Viu?
Pois é. Tudo por causa daquela grande mágica da natureza que
é o entra-e-sai. Inspira, entra; expira, sai; os dois movimentos têm a mesma
importância. Quando não se deixa sair uma coisa, a outra não pode entrar.
Muitas das eliminações do corpo acontecem através da
expiração, como por exemplo, as toxinas das gorduras superaquecidas dos
alimentos que comemos.
Respira fundo, dizemos a nós mesmos quando queremos coragem.
E como a respiração galopa ou fica presa quando vem o medo. Pela respiração,
conhecemos o sono de alguém – lenta e profunda, a pessoa está calma; ofegante e
sem ritmo, algo incomoda. O fazemos quando queremos passar despercebidos? Prendemos
a respiração. Quando aguardamos uma resposta importante, também. E assim que a
coisa se resolve, respiramos aliviados.
HÁ TRÊS ASPECTOS BÁSICOS NA RESPIRAÇÃO: RITMO, PROFUNDIDADE E DURAÇÃO
A RESPIRAÇÃO LENTA, ACALMA. Deixa a pessoa pacífica e
compreensiva, produz clareza de pensamento. Ajuda a desenvolver uma percepção
mais ampla de todos os fenômenos, aprofunda o auto-conhecimento e a consciência
universal. Diminui o ritmo das atividades biológicas e a temperatura tende a
baixar.
A RESPIRAÇÃO RÁPIDA, EXCITA, produzindo um estado mental
instável. A pessoa muda de emoções bruscamente e tem reações inesperadas de ataques
e defesa. Torna-se mais subjetiva e egocêntrica, vê mais os detalhes que o
todo, fica mesquinha.
A RESPIRAÇÃO PROFUNDA GERA HARMONIA entre todas as funções
do corpo. Com isso, há mais satisfação, estabilidade emocional, confiança e
capacidade de expressão. Facilita a meditação e o sentimento amoroso.
A RESPIRAÇÃO SUPERFICIAL GERA CARÊNCIA, já que não supre as
necessidades orgânicas de oxigênio. Isso se reflete no estado emocional. A
pessoa fica medrosa, volúvel, insegura, ruim de memória e de intuição. A
angústia tem muito a ver com isso.
A RESPIRAÇÃO LOGA (profunda) DÁ PODER DE CONCENTRAÇÃO e
sintoniza as pessoas com o ritmo do
universo; traz paciência, calma, tolerância, desenvolve uma visão das coisas e
a consciência do aqui e agora. A memória e a visão do futuro se tornam mais
extensas e claras.
A RESPIRAÇÃO CURTA É DISPERSIVA. Traz impaciência, cria um
ritmo irregular; as pessoas mudam muito de idéia, tendem à intolerância e ao
mau humor. Custa a se adaptar aos ambientes, vive sempre em conflito e se apega
mais aos detalhes que ao todo.
Sem muito esforço, é possível concluir que uma respiração
longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular
de harmonia, paz e saúde. É utilizada em
qualquer hora, situação e lugar, por qualquer pessoa.
A RESPIRAÇÃO É A SUA ARMA. COM ELA, VOCÊ DOMINA A SUA ENERGIA VITAL.
LOCUÇÃO
Por Marcelo Ferreira
Exercícios Práticos
para iniciar a locução
Relaxamento
- Circular a cabeça para a Direita e para a esquerda
- Circular a cabeça para os lados, para cima e para baixo
- Fazer caretas procurando utilizar todos os músculos do
rosto
- Articular A/E/I/O/U, forçando o diafragma e anasalando as
expressões.
Sibilação
Execute estas sílabas
Zi - Si - Fi - Chi - Vi - Gui - Qui - Z - S - F - C - V
Para articulação dos RR
Bar - Mur - Per - Vur - Der - Xar - Cor -Ter - Quer - Dru -
Cro - Vri - Fra - Tre - Terê - Fará - Viri - Coro - Duru.
Exercício para
relaxamento
De forma suave, com baixa intensidade.
ME - TRÚ - VÊ - JÊ - QUE - GUE - ZÊ - BRÊ
Limpeza das cordas
vocais e Fono-Articulação
"O mameluco maluco e melancólico meditava e a megera
megalocéfala macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca, minguadas e
míseras miavam na moagem mas mitigavam mais e mais as meninas".
Para leitura lenta
"E há nevoentos desencantos dos encantos dos
pensamentos nos santos lentos dos recantos bentos, dos cantos dos conventos.
Prantos de intentos, lentos tantos que encantam os atentos ventos."
Cuidados com a voz
Períodos curtos de rouquidão em adultos, geralmente, não são
motivos de maiores preocupações. Costumam aparecer por causa de gripes que
atingem a laringe onde estão localizadas as cordas vocais.
Dificuldades emocionais também podem estar por trás dos
sintomas. A associação entre agressões físicas causadas pelo cigarro, alergias,
infecções e o uso inadequado da voz é de fato o agente causador de boa parte
dos problemas das cordas vocais.
A ansiedade aumenta a tensão muscular e modifica a postura.
O paciente tende a não relaxar o corpo para a respiração diafragmática, a
forçar a voz na garganta e até agitar sem motivo.
O tratamento destes casos conjuga exercícios de fono,
técnicas de relaxamento e diminuição de ansiedade.
Em situações estressantes, as pessoas podem perder completamente
a voz.
Lembretes para uma
boa locução
1 - Exercite sua leitura e interpretação. Leia tudo o que
lhe cair nas mãos, bula de remédio, receita culinária, livros, anúncios
comerciais de revistas, etc. O leitor habitual não costuma cair em armadilhas
de palavras ou termos usados com pouca freqüência.
2 - Nunca é demais ter conhecimentos mínimos de regras
gramaticais e cultuar um vocabulário razoável. Um vocabulário extenso e
versátil é de fato um pré-requisito para eficiência da comunicação.
3 - É bom evitar expressões complicadas, pois soará como
pedantismo da sua parte e pode perturbar o fluxo da mensagem que se está
transmitindo.
4 - O entusiasmo em demasia pode ridicularizar a locução.
5 - É sempre necessário manter-se bem informado sobre os
acontecimentos importantes que ocorrem no mundo. Ter conhecimento prévio das
notícias permite que se faça comentários pertinentes com lógica e conteúdo.
6 - Se não houver "script" (roteiro do programa),
faça um esquema prévio, principalmente se o assunto envolver nomes, datas,
locais, números e relações em geral.
7 - Evite as "abobrinhas", pois elas desvalorizam
qualquer trabalho.
8 - O ideal é que o locutor participe da redação do texto
que irá ler (interpretar), pois assim facilitará a interpretação na leitura
durante a locução.
9 - Seja claro e acessível. Não enrole seu ouvinte com
palavras que nem todos possam entender.
Improvisação
Há casos em que o locutor pode se deparar com situações em
que tenha que fazer uso de improvisações, que se não forem realizadas com segurança,
podem causar alguns embaraços.
A improvisação pode seguir dois caminhos distintos: aquela
que é produzida, prevista com efeitos especiais e aí nem é considerada tanto
uma improvisação na acepção do termo porque tem um roteiro que se aproxima da
descontração e pode até incluir comentários musicais.
A verdadeira improvisação é espontânea, surge a partir de lapsos
técnicos, jornalísticos ou na própria programação. É quando você se vê na
contingência de falar para que a transmissão retorne ao seu curso e siga
normalmente. É a oportunidade de se exercitar o raciocínio e falar a coisa
certa em momentos críticos.
Lembretes ao entrar
no ar
1 - Relaxe. Procure descontrair-se. Acredite no seu trabalho
e capacidade de realizá-lo.
2 - Leia o texto antes, quantas vezes achar necessário, até
se sentir seguro.
3 - Não confunda pressa com ritmo ou entusiasmo.
4 - Ler com calma dá a impressão de que você está falando de
improviso e ajuda a alcançar uma identificação com os ouvintes. Procure
explorar esta faceta.
5 - Lembre-se que as pontuações gramaticais correspondem às
pontuações de expressão vocal. Por outro lado, a voz humana é cheia de matizes
e expressa uma extensa gama de emoções impossíveis de serem registradas
graficamente. A pontuação gramatical, por exemplo, é recente na história da
língua.
6 - Procure adotar o ponto de interrogação também no
princípio da frase ao elaborar o texto (como na língua espanhola). Isto
facilitará a interpretação na hora da locução.
7 - Procure otimizar o ar respirado. Procure terminar as
frases com a reserva deste ar.
8 - A expressão mais agradável será obtida com apuro
auditivo e sensibilidade. Isto permitirá acertar a modulação da voz em
consonância com o significado do texto.
9 - Preste bastante atenção com as pausas de Ponto (.),
Ponto Final(.), Virgula (,), Dois Pontos (:) e Reticências (...). A observação
dessas premissas vai também ajudar no controle da respiração, bem como nas
tomadas de ar e expirações durante a leitura.
10 - A respiração deve ser suave e silenciosa. A respiração,
assim como a postura, deve conduzi-lo a uma posição de harmonia adequada às
exigências inerentes ao trabalho que se está realizando. Assim, como afirma
Marília Telles, "...A comunicação no rádio se faz pela menor fração da
linguagem que é o som, que é algo complexo. Costuma-se dizer que não se deve
respirar pela boca, o que tem sua razão de ser, pelo fato do nariz ter
elementos que filtram e regulam a temperatura do ar que respiramos, mas quando
o locutor estiver em ação, provavelmente fará algumas tomadas de ar pela boca,
para não truncar uma frase qualquer e assim prejudicar o sentido emocional do
pensamento."
11 - Articule bem as palavras para se tornarem bem audíveis,
principalmente no início e no fim das frases.
12 - Mantenha a mesma entonação do princípio ao fim.
13 - Capte a mensagem e transmita isso.
14 - Ao realizar a locução, não leia de forma automática.
Ponha a sua locução em tom de conversa.
15 - No decorrer de sua locução, evite tossir, espirrar,
pigarrear. Se tiver que fazê-lo, faça antes ou depois da transmissão. Nos
estúdios instalados de maneira adequada, possuem um interruptor de linha de
microfone instalado na mesa de locução, onde o locutor nesses casos interrompe
temporariamente sua linha.
16 - Não batuque na mesa. Não vire as folhas de lauda
atabalhoadamente. Os microfones de hoje são muito sensíveis e poderão registrar
todos esses ruídos indesejáveis. Se por acaso isso ocorrer, procure agir
naturalmente.
17 - Procure tratar as demais emissoras (inclusive as
grandes) com dignidade diante dos seus ouvintes, mesmo sabendo que elas
oferecem concorrência e resistência a nossa atuação.
18 - Fique sempre atento aos sinais do operador. Em muitas
situações, o técnico de som precisará comunicar-se e o fará através de sinais
que deverão ser padronizados entre os colegas.
DEVERES DO LOCUTOR
1 - Se você for iniciante, precisa aprender antes de tudo a
ouvir. Se adotar esse comportamento desde o início, aprimorará o seu padrão
profissional a cada desempenho. Ser um bom ouvinte significa prestar atenção no
rádio e na TV, observando e analisando o conteúdo da programação na forma como
é colocada a mensagem no veículo. Na maioria das vezes, ouvimos o rádio e a TV
de maneira passiva e sem análise do que estamos escutando e vendo de fato. O
bom locutor, radialista ou comunicador, observa os meios de comunicação com
olhos e ouvidos críticos a todo momento. Por um lado, ele se protege das
armadilhas subliminares da comunicação. Por outro, ele aprende a comunicar-se
avaliando o trabalho dos "colegas".
2 - É preciso estar informado de tudo o que for possível. O
apresentador, produtor ou radialista está com a responsabilidade da informação
correta cada vez que pegar no microfone. Não podemos correr o risco de passar
informações incorretas, duvidosas ou inconsistentes. O ouvinte normalmente
acredita no seu discurso, mas poderá decepcionar-se com o programa ou a rádio,
caso perceba "insegurança" na sua informação.
3 - Durante o trabalho, concentre-se. Evite distrair-se com
a música que está tocando. Preste atenção no que está acontecendo no programa.
Lembre-se que quem deve curtir é o ouvinte. O apresentador está trabalhando e
deve encarar os acontecimentos do programa como tal. Devemos animar o programa,
sem perder o controle e a atenção do que estamos fazendo.
4 - Procure aproveitar o tempo de exibição das músicas para
preparar-se aos próximos blocos de locução ou operação.
5 - O bom apresentador deve identificar as reais
importâncias em relação às atividades desenvolvidas por ele frente ao programa
ou à emissora da qual faz parte.
6 - Identifique-se com o ouvinte e não o inverso. Procure
dar ao ouvinte um clima de confiança e amizade. Fale a língua de seu ouvinte.
Conquiste-o para sua audiência. Só assim, você poderá obter o prestígio
necessário para passar a mensagem.
TIPOS DE LOCUÇÃO
NARRADOR - É aquele que está sentindo. Se emociona com o
texto. Acima de tudo interpreta o papel, sendo ele quase um ator.
APRESENTADOR - É o que comanda as atrações do programa, faz
o trabalho de "âncora". Dá informações diversas e necessárias ao
andamento do programa.
ESPORTIVO - É geralmente vibrante, espontâneo e
improvisador.
ENTREVISTADOR - É o que expõe, narra fatos, faz entrevistas
e pesquisa acontecimentos através de perguntas que dirige com os personagens da
matéria.
NOTICIARISTA - Lê as notícias cujos textos são preparados e
revisados pela redação do programa ou da rádio. Usa a ênfase, a sobriedade e a
seriedade.
APRESENTADOR PUBLICITÁRIO - É antes de tudo um ator.
Interpreta, encena e dá a entonação necessária à peça publicitária.
LOCUÇÃO COM ACENTUAÇÃO - É a locução que consegue acompanhar
o ritmo da música que tem de fundo. Geralmente é usada para anunciar músicas em
programas desse estilo.
LOCUÇÃO COM ASSIMILAÇÃO - Usada em locuções esportivas,
leilões, etc., numa fala mais rápida, acaba-se aproveitando o tom e o ritmo da
locução para se entender a mensagem, mesmo que tenha perdido a compreensão de
uma ou outra palavra (Vide locução de futebol em rádio).
LOCUÇÃO COM ELISÃO (supressão da vogal final) - É a correta postura
da voz em relação às palavras. É a adequada combinação dos sons dentro das
frases. É feita através da colocação justa da entonação das palavras chaves nas
frases. Visa tornar a fala mais agradável, melodiosa, rítmica e fluente.
LOCUÇÃO A DOIS - A locução a dois é ideal. Fica muito mais
atraente quando feita por duas vozes contrastantes (masculina e feminina).
Fonte – Rede Brasil
de Comunicação Cidadã – www.rbc.org.br/art.locucao.htm
Artigo de Marcelo
Ferreira
Horário da Voz do Brasil pode ser flexibilizado
Redação
Publicado em: 15/02/2012 - 17:41 | Atualizado em: 16/02/2012 - 23:06
O presidente da Aerp, Márcio Villela, esteve reunido hoje com o deputado Marco Maia, presidente da Câmara. O encontro aconteceu em Brasília e teve como pauta a votação do Projeto de Lei 595/2003 que flexibiliza o horário do programa “ A Voz do Brasil”. O PL está tramitando na Câmara e já foi aprovado pela Comissão de Constutuição e Justiça, que é a última comissão permanente pela qual passam os projetos, antes de ir à Plenário.
Atualmente, a atração do Estado começa obrigatoriamente às 19h em emissoras do Brasil todo. As associações de radiodifusão de todo o país, lutam para que o horário seja modificado e pedem que a transmissão seja feita entre 19h e 23h.
Para Márcio Villela, o horário hoje usado pela Voz do Brasil é considerado nobre. “Poderíamos estar levando informação, notícia e entretenimento para o ouvinte, que geralmente está no trânsito”, lembrou.
O deputado Marco Maia, se comprometeu em colocar o projeto na pauta de votação no mês que vem.
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